Leo Ferlauto



Leo Ferlauto nasceu em Porto Alegre e marcou a história da cidade com sua trajetória artística. Do pop ao cult, na música cantando, compondo ou arranjando e nos palcos com respeitável experiência em interpretação dramática, Leo ferlauto é um artista completo.  É carismático professor de técnica vocal, adorado porsua leveza e terapêutica contra os traumas de quem acredita não saber cantar. Seu bom humor característico apenas compõe harmonicamente com sua alma densa, inquieta e poética. É um dos grandes nomes da MPB do Brasil, em especial, da MPB do Rio Grande do Sul. 

Suas primeiras aulas de piano na infância o fizeram jurar que nunca mais tocaria piano: ele se dedicaria ao cálculo. Para a sorte do público, sua trajetória não foi nada matemática.

Sua formação iniciou academicamente: desistiu da engenharia e optou por estudar piano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou sua carreira artística profissional com a direção musical e preparação vocal da montagem da “Ópera dos Três Vinténs”, com direção de Luiz Paulo Vasconcelos. Em 1969, este trabalho inaugurou a sala hoje denominada Alziro Azevedo, na Escola de Arte Dramática, na Avenida Salgado Filho.

De 1970 a 1972 fez o curso de preparação de atores no CAD. No último ano desse curso foi novamente convidado por Luiz Paulo Vasconcelos, agora para protagonizar "Hamlet" de Shakespeare.
Em 1973 fundou, junto com Dilmar Messias, Lourdes Eloy, Sayão e Fernando Mello da Costa o grupo "Girassol", onde, entre outros espetáculos, atuou como ator e músico (trilhas) em na "Terra dos Girassóis" de Dilmar Messias, "Os Reis" de Julio Cortázar e a "Tragicomédia de D. Cristóbal e da Senhorita Rosita" de Frederico García Lorca, sempre com direção de Dilmar Messias.

Fez parte durante 5 anos, sempre como ator e músico do "Grupo Teatro Vivo", dirigido por Irene Brietzke, onde atuou, entre outros, no “Salão Grená” com direção e roteiro de Irene e música de Kurt Weill e Brecht.

Participou de  “Uni-duni-tê”, espetáculo infantil de Irene Brietzke como ator e compositor da trilha sonora. Ainda, neste grupo, fez “Pluft, o fantasminha camarada”.

Em 1977, mudou-se para São Paulo, onde começou a compor canções. Junto com Luiz Pigmeu e Tatá Guarnieri, montou o grupo “Calêndula”, que atuou em São Paulo e Porto Alegre.
Voltou para  Porto Alegre em 1980 e decidiu lançar como músico e compositor o show  “Sonho Solto”, dirigido por Flávia Moraes. Lançou o LP homônimo em 1983. Ainda nesta década, fez direção compartilhada com Nestor Monasterio de “O Pequeno Príncipe”. 

Nessa mesma época, foi convidado para compor várias trilhas musicais com diretores porto-alegrenses.

Em 1985, formou com Careca da Silva, Mutuca Weyrauch e Chaminé:  “Os Fabulosos Irmãos Brothers”, grupo que trabalhou com música e comédia e que foi grande sucesso de público em Porto Alegre e São Paulo.

Em 1988, integrou a "Banda dos Corações Solitários" no Bar Sargent Peppers. Lá, permaneceu até o ano 2000, quandotransferiu-se para o Abbey Road Studio Pub de Júlio First e João Antônio Araújo,

Nessa mesma época, montou a Companhia de Iluminação Cênica Clara Luz, onde dedicou-se durante uma década a projetos de iluminação.

Após o fechamento do Abbey Road, retomou trabalhos em teatro sendo convidado por Bob Bahlis para o espetáculo "Stand Up Drama".

Em 2009, lançou seu segundo disco autoral: o CD Simples_Mente, com direção musical de Renato Mugeiko. Este trabalho recebeu dois prêmios Açorianos: melhor CD Pop Rock e melhor compositor.

Depois de 2010, voltou a trabalhar com Nestor Monasterio na montagem de “Papai pirou nas ondas do rádio”, de Guto Greco, como ator e preparador vocal.

Em 2012, prestou assistência de direção para Nestor Monastério no espetáculo “5º Andar, por favor”, com texto de Artur José Pinto.

Também em 2012, mais uma vez convidado por Bob Bahlis, atuou na montagem do espetáculo “As Mulheres que Amavam Gainsbourg”, uma coletânia de músicas e histórias do compositor e ator francês Serge Gainsbourg, organizada por Cinthya Verri e com a Direção compartilhada entre Cristiano Godinho e Bob Bahlis.

Em 2015 fez parte do elenco de “Romeu e Julieta”, como Senhor Capuleto. Esta montagem fez a abertura do Porto Verão Alegre deste mesmo ano  e apresentou temporada de uma semana no Centro Cultural da Santa Casa e retorna para mais dois fins-de-semana no mesmo local, nos dias 31 jul, 01 e 02 de ago e 07, 08 e 09 de agosto de 2015.

Também atualmente, dirige o “Quarteto das Marés”,  grupo vocal de quatro mulheres, com algumas apresentações entre 2014 e 2015;

Atualmente está engajado em dois projetos que misturam música e teatro, e prepara-se para um monólogo sobre a história de Gorz e Dorine, com direção de Cinthya Verri; 

Dirigiu entre outros “Palhaços” do Circo Beija-Flor e “O Gato malhado e a Andorinha Sinhá, adaptando para teatro o livro homônimo de Jorge Amado;

Alguns prêmios: Melhor Ator com peça de Ivo Bender em certame interno da Escola de Artes “CAD” e Prêmio Tibicuera pelo Conjunto da Obra em Teatro Infantil.

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